sexta-feira, 4 de julho de 2008
O Evento do Fim-de-Semana da Ciência Polar realizado dias 1 de Maio e 31 de Junho 2008 contou com a participação do João Covita e do Miguel Guerreiro no dia 31 e da Irina Buteta e da Inês Murteira no dia 1. Estes dois grupos fizeram uma excelente apresentação da viagem em que participaram e não julguem que o público eram apenas jovens e adultos. Sim, haviam também algumas crianças que ficaram encantadas e até fizeram perguntas já de "gente grande".
Maravilhoso, só vos digo!!!!!

terça-feira, 29 de abril de 2008
Ontem, dia 28 de Abril, pelas 18h00, o API e o projecto educativo LATITUDE60!, representados na pessoas de Gonçalo Vieira, estiveram presentes no Ciclo de Geografias Errantes realizado na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. A acompanhar este evento estiveram também dois dos 7 alunos que participaram na viagem educativa à Antárctica. No final as perguntas foram muitas.

domingo, 16 de março de 2008
"Our Changing Planet: Past and Present"
http://aumpassodalatitude60.blogspot.com/2008/02/videoconferncia-internacional-our.html
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Este evento internacional vai contar com a presença dos estudantes portugueses que foram à Antáctida e com a participação de Gonçalo Vieira, investigador do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa e membro do Comité Português para o Ano Polar Internacional.
http://www.pavconhecimento.pt/destaques/index.asp?accao=shownot&id_noticia=283
e em
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Convidamos todos a ouvir o programa, nas rádios regionais e locais nas seguintes emissoras:





Caso não consiga visualizar os quadros de emissão acima, solicite-nos o envio do ficheiro original.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Depois de passar a Latitude 60!
O relato dos dias na Antárctida será intercalado com ligações às bases polares, onde os cientistas do LATITUDE60! José Xavier, Alexandre Nieuwendam, Vanessa Batista e Raquel Melo se encontram neste momento.
Os visitantes do Pavilhão do Conhecimento são convidados a enviar questões aos nossos cientistas para o endereço electrónico projecto.latitude60@gmail.com, ate ao final do dia 6 Fevereiro. No dia 7, venham ao Pavilhão do Conhecimento ouvir a resposta em directo do… Pólo Sul.
Vejam mais em
http://www.pavconhecimento.pt/destaques/index.asp?accao=shownot&id_noticia=279
Resultados da sessão:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=25058&op=all
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Ainda a "respirar as emoções da viagem"

Um obrigado muito especial,
João Covita, Maria Inês Martins, Marta Alves e Miguel Guerreiro
“Ice Scream”
domingo, 13 de janeiro de 2008
Chegámos!!!!
Aguardamos as vossas sugestões e contactos,
Andreia Raposo, Inês Murteira, Irina Boteta, João Covita, Maria Inês Martins, Marta Alves, Miguel Guerreiro e Ana Salomé
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Uma experiência de vida
Sabiamos também que partilharíamos esta aventura com uma vasta equipa educacional altamente qualificada, mas não nos passou pela cabeça que estas pessoas teriam uma experiência de vida inigualável. Temos sentido um enorme privilégio em poder contactar com elas, que sempre demonstraram uma grande simpatia e disponibilidade para esclarecer as nossas duvidas, ou para, pura e simplesmente, manter uma conversa agradável e informal.
Algumas destas pessoas conhecem a Antárctica como a palma das suas mãos e ainda ontem à noite tivemos a oportunidade de conversar com os mais idosos membros desta expedição: Fred Roots e Fritz Koerner. Estes senhores têm, respectivamente, 86 e 74 anos e têm um espírito muito mais dinâmico que muitos jovens da nossa idade. É incrível como eles fazem absolutamente o mesmo que todos nos (subir a montanhas, fazer caminhadas, e tantas outras coisas), apesar de aparentemente mais limitados pelos seus corpos envelhecidos, e como adoram conversar com os mais jovens, partilhando as suas histórias e experiências. Eles estiveram na Antárctica varias temporadas, tendo sido uns dos investigadores a fazer parte da primeira expedição cientifica neste continente. Apesar de toda a sua experiência, conseguimos ainda detectar nos seus olhos o brilho de um jovem que se fascina pela primeira vez com este local extraordinário. Estes senhores são uma autêntica prova de que a jovialidade nem sempre se prende com a idade, mas sim com a mente e com o espírito. É um prazer inimaginável viver esta expedição com pessoas como eles que, para nós, são quase como heróis dos nossos tempos.
Inês Martins e Marta Alves
Nostalgia dos últimos momentos....!!!
Posso dizer que com esta viagem descobri algumas coisas acerca de mim. Fiquei completamente apaixonada por glaciologia e oceanografia, e penso que isso vai mudar as perspectivas que eu tinha a cerca do meu futuro. Agora percebo o Ian (músico), quando disse que ao olhar para as vastas paisagens da Antárctida, viu Deus. Para mim, não se trata propriamente de religião, mas sim da imensa beleza nunca antes vista que este continente apresenta. Ao absorver todos estes sentimentos, faz-nos pensar e olhar para as coisas de uma maneira diferente. Para mim é um grande privilégio estar na companhia de pessoas com uma vasta experiência de vida e com uma sabedoria fenomenal sobre a Antárctida. Aqui todos tem um conhecimento geral da Antárctida mas cada um é especializado em determinados campos (biologia marinha, geologia, oceanografia, glaciologia, etc). Depois desta experiência, compete-nos a nós fazer chegar as outras pessoas, a importância que os pólos têm sobre todo o planeta. É necessário sensibilizar as pessoas para a protecção do meio ambiente para que possamos usufruir da beleza que se esconde por todo o planeta.
Bem, depois desta maravilhosa experiência na região polar sul os meus olhos estão agora definitivamente virados para o norte.
Andreia Raposo
O último dia a bordo do Ushuaia
6 de Janeiro de 2008
Hoje foi o nosso ultimo dia a bordo do navio. Continuamos com as actividades dos action groups. Foram apresentados os projectos finais, todos eles bastante ambiciosos que esperemos que se venham a concretizar. Estamos a falar, nomeadamente, de organização de concursos, exposições, elaboração de paginas web, de recursos didácticos, de comunicados, etc. A base destes trabalhos assenta numa parceria com organizações já existentes e reconhecidas mundialmente.
Pessoalmente, estar integrada neste grupo (defesa dos direitos humanos) revelou-se um dos mais importantes momentos para mim. Senti que ganhei força para fazer a diferença e tomar iniciativas por aquilo em que acredito.
Foram colocadas folhas na sala de convivio para que todos escrevessemos as nossas ultimas impressões em relação à viagem. No fim do dia, as folhas estavam recheadas de mensagens de amizades que se formaram e de momentos vividos.
Fizemos tambem uma ultima reunião geral onde se constatou o sucesso da viagem a todos os níveis.
Acabamos a tarde com uma apresentação nossa sobre Portugal, onde falamos, superficialmente, do que caracteriza cada região do nosso país.
Ouvimos o anuncio para o nosso último jantar a bordo do Ushuaia. Foi engraçado ver como a tripulação decidiu preparar a ultima refeição com um toque diferente.
Pela noite, festejamos o nosso último dia a bordo do Ushuaia. Tiramos as ultimas fotos de grupo, começamos a despedirmo-nos e reflectimos sobre tudo o que passámos juntos.
Fizemos agradecimentos a tripulação que nos acompanhou nesta extradionária expedição e, para animar a nossa noite, tivemos uma demostração de talentos, que nos deixou muito surpreendidos. Ouve quem cantasse, quem dançasse, quem recitasse poemas, ...
Foram também entregues os prémios do concurso de poesia, sendo, o primeiro prémio, um copo que serviu para uma experiência sobre os efeitos da pressão na zona do afundado Titanic. Esse mesmo copo foi oferecido pela Belinda, que faz mergulhos para o estudo do histórico navio.
Amanhã espera-nos um longo dia de viagem até Buenos Aires.
Irina Boteta
Good morning Students-on-ice!
5 de Janeiro de 2008
A seguir ao pequeno almoço assistimos a uma palestra, dada pelo Eric, cujo tema era “Sailing towards a sustainable future”. Nesta palestra salientou-se que os recursos naturais estão, de uma forma geral, a ser explorados pelo ser humano para além da sua capacidade de regeneração. Este tema também foi focado na palestra seguinte realizada pelo David, intitulada “Be the change?”, na qual nos foi dada a motivação e o método para tentar definir o problema e encontrar soluções para o mesmo. Ambas se debruçaram sobre o “futuro sustentável” e o quão próximo estamos de o conseguir se agirmos da forma mais correcta.
Da nossa necessidade de actuar surgiu a iniciativa de formar ‘action groups’ que, agrupando as diferentes nacionalidades nesta expedição, têm em vista tomar medidas que possibilitem combater diferentes problemáticas mundiais. Foram fundados cinco grupos de acção cujos temas são: Alterações climáticas (do qual fazem parte a Inês Murteira e o João), Sobreconsumo de recursos, Água (qualidade e quantidade), Direitos Humanos (integrado pela Marta e pela Irina) e Conservação da vida selvagem (grupo no qual a Inês Martins, a Andreia e o Miguel estão incluidos).
Depois de reunidos os diferentes grupos e de uma breve discussão sobre os temas, foram recolhidas algumas ideias dentro dos mesmos, que virão a ser partilhadas entre todos amanhã. Estamos muito entusiasmados e com vontade de contribuir para o bem-estar do nosso querido planeta!
Ainda hoje, tivemos diversas apresentaçoes dos membros da equipa do Students on Ice que já viveram na Antárctica. O David, o Fred, o Fritz, o Ian e o Alex partilharam connosco as suas experiências profissionais e pessoais neste magnífico mas perigoso local. Mostraram-nos imagens fascinantes, que revelavam tempos muito dificeis que todos ultrapassaram sempre com um espirito triunfante.
Mais uma vez, sobrevivemos à atribulada viagem da Passagem de Drake e, embora já não estejamos na Antárctica, com muita pena nossa, não perdemos a garra e vontade de aprender sempre mais! Estamos ansiosos pelo dia de amanhã!
Joao Covita e Marta Alves
domingo, 6 de janeiro de 2008
Último dia na Antárctida
4 de Janeiro de 2008
Todos os dias somos despertados pelo chamamento matinal e, sempre que isso acontece, eu e a minha colega de quarto resmungamos e ficamos na cama por mais uns minutos. Hoje, no entanto, o despertar foi particularmente diferente e revigorante. Era suposto levantarmo-nos às 7h, mas às 6 ouvimos a voz do Geoff dizer qualquer coisa como “If you are not at the deck watching this spectacular view, you should be”. Assim que ouvi estas palavras, saltei da cama, inacreditavelmente, e vesti o casaco por cima do pijama. Quando saí para o convés tive um dos momentos mais marcantes de toda a viagem, ao deparar-me com uma das paisagens mais belas, senão a mais bela, que alguma vez vi. É impossivel descrever a beleza, a imponência e o esplendor que estavam perante os meus olhos. A quietude do local e a virgindade da natureza, típicas da Antarctica, foram também impressionantes. Fiquei completamente extasiada e não consegui parar de apreciar e tirar fotos.
Fotografia: Students-on-ice
Continuámos a navegar por entre montanhas cobertas de gelo e icebergs flutuantes, até que, cerca de duas horas depois, encontrámos uma baía deslumbrante, coberta de “fast ice” (uma fina camada de gelo que se estende sobre o oceano). Depois de o staff verificar se o gelo era suficientemente espesso para suportar o nosso peso, lá desembarcámos, um pouco receosos, mas super entusiasmados. Seria o nosso último desembarque na Antarctica, e, como tal, teve um significado especial. Estivemos algum tempo a observar a beleza do local, a tirar fotos, e a divertirmo-nos, até que nos reunimos todos e tivémos um momento de reflexão acerca de como a nossa vinda à Antárctica vai mudar as nossas vidas. Após um momento de partilha destas reflexões, regressámos ao navio para o almoço.
Fotografia: Students-on-ice
Da parte da tarde, fizemos o nosso último “zodiac cruise”, tendo como paisagem de fundo a mesma que nos havia acompanhado desde a manhã. Foi espectacular: tivemos oportunidade de ver e fotografar focas e pinguins, deitados sobre os icebergs, e tentámos usufruir ao máximo daquele que seria o nosso último contacto com este continente magnífico. Regressámos ao navio com uma tristeza inevitável e uma enorme vontade de não deixar aquele local e toda a Antárctica, pela qual acabámos por nos apaixonar.
Fotografia: Students-on-ice
Não há dúvida de que este local, que, no fundo, é o ultimo local da Terra que não foi destruido pelo Homem, tem qualquer coisa de mágico que nos faz pensar acerca de tantas questões que a maior parte das pessoas, infelizmente, desprezam e ignoram. Espero que consigamos transmitir este sentimento, que é comum a todas as pessoas desta expedição, quando regressarmos a Portugal, e que consigamos alertar verdadeiramente as pessoas para a importância de preservar e respeitar a natureza para o bem da humanidade, dos animais e do mundo.
Inês Martins
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Madrugada de ansiedade
Ou eu imaginei a chamada do Geoff, tal não era a minha ansiedade, ou então pensei que um dos constantes comunicados em castelhano da ponte era do Geoff. O meu colega de quarto não se lembra de eu ter falado com ele naquela noite, tal não era a camada de sono que ele também tinha. E de lembrar que aqui é sempre dia, só o sol é que se esconde ligeiramente por um pouco no horizonte.
Miguel Guerreiro
Publicado também em http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=24746&op=all
Os gigantes gelados e rochosos rodeavam o navio
3 de Janeiro de 2008
O dia começou às sete da manhã, com a entrada no Lemaire Channel. Pelo altifalante, fomos avisados que estávamos prestes a entrar num magnífico canal, delineado por grandes montanhas e glaciares.
Os olhos fixaram-se no percurso do navio, através das águas geladas, mesmo antes do pequeno almoço.
Nevava. O navio revelou-se coberto por um manto branco, o qual depressa se transformou num boneco de neve, com direito a cenoura e tudo!
Os gigantes gelados e rochosos, rodeavam o navio, revelando o quão pequenos somos, perante o poder da Natureza.
Os icebergues surgiam por todos os lados, alguns salpicados com pinguins, outros com focas. Conseguimos até avistar algumas baleias.
Ainda durante a manhã, depois do pequeno almoço, fomos a terra, a Yalour Islands. Cercados de pinguins, gelo, neve, aves, montanhas e oceanos, a paisagem revelou-se digna de um quadro, em que os humanos se conseguiam fundir com as leis do ecossitema. Alguns pinguins Gentoos guardavam os seus ovos, alguns as crias já nascidas, enquanto outros ajudavam na construção dos ninhos, transportando pequenas pedras.
De seguida, fizemos um pequeno cruzeiro nas Zodiac por entre imensos icebergues, que se revelaram com as mais variadas formas e tamanhos, muito para além do que a imaginação alcança. Uns tomavam parecenças com cogumelos, outros com baleias, cascatas, etc.
Regressados ao navio, almoçámos e tivemos algum tempo de descanso, que aproveitámos para conviver com os outros estudantes.
Pela tarde, assistimos a uma palestra, dada pelo cientista Fred Roots, sobre o Ano Polar Internacional e o Tratado da Antárctida, onde foi evidenciada a importância da cooperação científica, a nível internacional, para o desenvolvimento da ciência. Não sendo de ninguém, a Antárctida é de todos. Nenhuma especie de actividade militar é permitida neste territorio, sendo, assim, o único continente do planeta que nunca presenciou uma guerra.
Fomos, depois, novamente a terra. Pisámos, então, Port Lockroy, onde tivemos a oportunidade de comprar algumas recordações e, finalmente, enviar postais!
De seguida, fomos a uma zona onde pudemos observar ossadas de baleias, expostas numa área de nidificação de pinguins gentoos e de Blue-Eyed Shag. Tivemos também a oportunidade de observar de perto uma foca leopardo. É bastante impressionante ver tais animais a poucos passos de distância, dando a sensação de sermos directamente transportados para os cenários dos documentários televisivos.
Regressados ao navio, jantámos e assistimos a uma palestra da cientista Belinda, sobre mergulhos ao fundo do oceano, na busca do histórico Titanic, afundado em 1912, no Atlântico Norte. Ficamos elucidados sobre a logística e os processos do mergulho, assim como da dinâmica do fundo dos oceanos, que normalmente encaramos como apenas uma enorme massa de água. Pudemos observar fotos de evidências de tectónica de placas e da actividade vulcânica.
Amanhã é o nosso último dia para a descoberta deste continente.
Vamos agora aproveitar a noite, que não consegue espreitar por entre a persistente luz do dia.
Inês Murteira
Novo filme disponível
Entretanto, vale a pena ver o excelente filme que acaba de ser disponibilizado em http://www.studentsonice.com/antarctic2007/html/expedition_videos_03.htm
Pela equipa LATITUDE60!
G. Vieira
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