quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Depois de passar a Latitude 60!

No próximo dia 7 de Fevereiro, a partir das 15h30, no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, irá dar-se início a uma sessão pública de apresentação da viagem dos 7 estudantes à Antárctida. Será estabelecido contacto telefónico com os cientistas polares do LATITUDE60! que se encontram na Antárctida a desenvolver os seus projectos.



O relato dos dias na Antárctida será intercalado com ligações às bases polares, onde os cientistas do LATITUDE60! José Xavier, Alexandre Nieuwendam, Vanessa Batista e Raquel Melo se encontram neste momento.

Os visitantes do Pavilhão do Conhecimento são convidados a enviar questões aos nossos cientistas para o endereço electrónico projecto.latitude60@gmail.com, ate ao final do dia 6 Fevereiro. No dia 7, venham ao Pavilhão do Conhecimento ouvir a resposta em directo do… Pólo Sul.

Vejam mais em
http://www.pavconhecimento.pt/destaques/index.asp?accao=shownot&id_noticia=279


Resultados da sessão:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=25058&op=all

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Ainda a "respirar as emoções da viagem"


Já passaram duas semanas desde que regressámos das terras antárcticas. Guardamos memórias marcantes daqueles locais que estarão connosco para o resto das nossas vidas. Não esquecendo onde estivemos, devemos lembrar-nos de onde vimos e o porquê de termos conseguido esta viagem. Esta oportunidade não se teria proporcionado se não tivéssemos tido o apoio da nossa Professora Emiltina Matos e a nossa antiga Escola Secundária Anselmo de Andrade. Desde a motivação, ao produto final, devemos parte do mérito a estas entidades. Nada disto teria sido possível sem a vossa ajuda: estamos eternamente gratos a todos.

Um obrigado muito especial,

João Covita, Maria Inês Martins, Marta Alves e Miguel Guerreiro

“Ice Scream”

domingo, 13 de janeiro de 2008

Chegámos!!!!

Obrigada a todos que nos têm vindo a acompanhar e apoiar nesta aventura de 15 dias em busca das maravilhas da Antárctida. Bem de algumas maravilhas porque a Antárctida "esconde" de certo muito mais deslumbramento que aquele com que fomos presenteados. Somos uns verdadeiros privilegiados por ter tido oportunidade de ver, sentir e respirar a magia da Antárctida. Todos concordamos... ainda bem que a acção do homem se encontra presentemente limitada pelo Tratado que confere a este Continente algum do respeito e dignidade que lhe é devido. O esplendor do ecossistema que a Antárctida concentra e de muitas outras “Antárcticas” que existem pelo nosso planeta, deveria, só por si, ser o motivo da subjugação do homem a imponência destes paraísos.

Seria um acto de puro egoísmo manter toda esta informação fechada no nosso pensamento e coração. É nosso dever partilhá-la com todos vós para que a importância das regiões polares para o nosso planeta assuma, em Portugal e de uma vez por todas, uma voz com assento nos principais órgãos decisores sobre o futuro deste ecossistema e seus habitats. O processo evolutivo e acelerado das alterações climáticas tem de ser travado pois não vos queremos falar de tudo o que vivemos, vimos e sentimos como parte de um passado. Estamos inteiramente ao vosso dispor e contamos também convosco para juntos passar-mos este testemunho.
Queremos continuar a acreditar que a Antárctida será sempre a nossa tão querida e amada Antárctida tal como a conhecemos e continuamos a imaginar.

Não seria justo fechar este capítulo sem fazer os devidos agradecimentos a todos quantos possibilitaram a concretização deste sonho. Obrigado à Ciência viva pelo apoio financeiro, e em especial à professora Ana Noronha, ao Alexandre Trindade e à Cristina Figueira, pela forte colaboração prestada; a todas as entidades privadas que acreditaram em nós e nos apoiaram nos momentos finais, nomeadamente Sonae, Ren, Ageneal, Amarsul, Meci, Helly Hansen, Câmara Minicipal de Almada, Câmara Municipal de Palmela e Junta de Freguesia de Grândola; a todos os nossos familiares e amigos que nos acompanharam em coração; a toda a equipa da expedição canadiana Students On Ice pela força de vontade, coragem e prazer com que fazem chegar a mensagem da importância das regiões polares às gerações mais novas de todo o Mundo; um muito e sincero obrigado ao projecto LATITUDE60! e respectiva equipa de coordenação, CCMar, CEG e APG, pela oportunidade criada e por todo o apoio e disponibilidade total na preparação e execução/acompanhamento neste evento e também por todo o apoio/parceria futura e incondicional na importante tarefa de transmitir a nossa mensagem da importância das regiões polares a todos os portugueses. Não querendo desmerecer o trabalho de nenhum elemento envolvido no projecto LATITUDE60!, gostaríamos de enviar um especial abraço ao Gonçalo Vieira, pela acção visionária para iniciar todo este processo; e por último, e porque não queremos deixar ninguém de fora, um muito obrigada a todos por acreditarem em nós.

Aguardamos as vossas sugestões e contactos,

Andreia Raposo, Inês Murteira, Irina Boteta, João Covita, Maria Inês Martins, Marta Alves, Miguel Guerreiro e Ana Salomé

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Mais alguns filmes para que se deliciem com as nossas aventuras por terras da Antárctida.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Uma experiência de vida

Antes de embarcarmos nesta viagem, nunca tínhamos imaginado o que nos iria esperar. Apesar de toda a preparação prévia e de todo o conhecimento adquirido, fomos completamente surpreendidos pela beleza e esplendor deste continente.

Sabiamos também que partilharíamos esta aventura com uma vasta equipa educacional altamente qualificada, mas não nos passou pela cabeça que estas pessoas teriam uma experiência de vida inigualável. Temos sentido um enorme privilégio em poder contactar com elas, que sempre demonstraram uma grande simpatia e disponibilidade para esclarecer as nossas duvidas, ou para, pura e simplesmente, manter uma conversa agradável e informal.

Algumas destas pessoas conhecem a Antárctica como a palma das suas mãos e ainda ontem à noite tivemos a oportunidade de conversar com os mais idosos membros desta expedição: Fred Roots e Fritz Koerner. Estes senhores têm, respectivamente, 86 e 74 anos e têm um espírito muito mais dinâmico que muitos jovens da nossa idade. É incrível como eles fazem absolutamente o mesmo que todos nos (subir a montanhas, fazer caminhadas, e tantas outras coisas), apesar de aparentemente mais limitados pelos seus corpos envelhecidos, e como adoram conversar com os mais jovens, partilhando as suas histórias e experiências. Eles estiveram na Antárctica varias temporadas, tendo sido uns dos investigadores a fazer parte da primeira expedição cientifica neste continente. Apesar de toda a sua experiência, conseguimos ainda detectar nos seus olhos o brilho de um jovem que se fascina pela primeira vez com este local extraordinário. Estes senhores são uma autêntica prova de que a jovialidade nem sempre se prende com a idade, mas sim com a mente e com o espírito. É um prazer inimaginável viver esta expedição com pessoas como eles que, para nós, são quase como heróis dos nossos tempos.

Inês Martins e Marta Alves

Nostalgia dos últimos momentos....!!!


Está-se a aproximar cada vez mais o fim da nossa viagem… vou sentir imensas saudades de tudo isto; das pessoas que nos têm acompanhado e ensinado muito ao longo da viagem, do sossego, das paisagens, dos amigos que fiz…enfim, uma parte de mim vai ficar muito triste por ir embora e deixar este maravilhoso sítio, mas vou ficar contente por rever a minha familia e amigos. Para mim a Antárctica revelou ser um mundo à parte! Se pudesse ficaria aqui por muito mais tempo, pois não sinto falta do mundo “exterior”.

Posso dizer que com esta viagem descobri algumas coisas acerca de mim. Fiquei completamente apaixonada por glaciologia e oceanografia, e penso que isso vai mudar as perspectivas que eu tinha a cerca do meu futuro. Agora percebo o Ian (músico), quando disse que ao olhar para as vastas paisagens da Antárctida, viu Deus. Para mim, não se trata propriamente de religião, mas sim da imensa beleza nunca antes vista que este continente apresenta. Ao absorver todos estes sentimentos, faz-nos pensar e olhar para as coisas de uma maneira diferente. Para mim é um grande privilégio estar na companhia de pessoas com uma vasta experiência de vida e com uma sabedoria fenomenal sobre a Antárctida. Aqui todos tem um conhecimento geral da Antárctida mas cada um é especializado em determinados campos (biologia marinha, geologia, oceanografia, glaciologia, etc). Depois desta experiência, compete-nos a nós fazer chegar as outras pessoas, a importância que os pólos têm sobre todo o planeta. É necessário sensibilizar as pessoas para a protecção do meio ambiente para que possamos usufruir da beleza que se esconde por todo o planeta.

Bem, depois desta maravilhosa experiência na região polar sul os meus olhos estão agora definitivamente virados para o norte.

Andreia Raposo

O último dia a bordo do Ushuaia

6 de Janeiro de 2008


Hoje foi o nosso ultimo dia a bordo do navio. Continuamos com as actividades dos action groups. Foram apresentados os projectos finais, todos eles bastante ambiciosos que esperemos que se venham a concretizar. Estamos a falar, nomeadamente, de organização de concursos, exposições, elaboração de paginas web, de recursos didácticos, de comunicados, etc. A base destes trabalhos assenta numa parceria com organizações já existentes e reconhecidas mundialmente.

Pessoalmente, estar integrada neste grupo (defesa dos direitos humanos) revelou-se um dos mais importantes momentos para mim. Senti que ganhei força para fazer a diferença e tomar iniciativas por aquilo em que acredito.

Foram colocadas folhas na sala de convivio para que todos escrevessemos as nossas ultimas impressões em relação à viagem. No fim do dia, as folhas estavam recheadas de mensagens de amizades que se formaram e de momentos vividos.

Fizemos tambem uma ultima reunião geral onde se constatou o sucesso da viagem a todos os níveis.

Acabamos a tarde com uma apresentação nossa sobre Portugal, onde falamos, superficialmente, do que caracteriza cada região do nosso país.

Ouvimos o anuncio para o nosso último jantar a bordo do Ushuaia. Foi engraçado ver como a tripulação decidiu preparar a ultima refeição com um toque diferente.

Pela noite, festejamos o nosso último dia a bordo do Ushuaia. Tiramos as ultimas fotos de grupo, começamos a despedirmo-nos e reflectimos sobre tudo o que passámos juntos.

Fizemos agradecimentos a tripulação que nos acompanhou nesta extradionária expedição e, para animar a nossa noite, tivemos uma demostração de talentos, que nos deixou muito surpreendidos. Ouve quem cantasse, quem dançasse, quem recitasse poemas, ...

Foram também entregues os prémios do concurso de poesia, sendo, o primeiro prémio, um copo que serviu para uma experiência sobre os efeitos da pressão na zona do afundado Titanic. Esse mesmo copo foi oferecido pela Belinda, que faz mergulhos para o estudo do histórico navio.

Amanhã espera-nos um longo dia de viagem até Buenos Aires.

Irina Boteta